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Policiar; Politizar; Política!

(www.oaltoacre.com)

Uma das discussões do momento nas redes sociais e nas mídias eletrônicas é com relação a chamada “Escola Sem Partido” um programa que visa aprovar um projeto de lei para impedir a doutrinação partidária dentro das salas de aula. A grande massa não consegue entender o porquê desta mobilização e, quando enxerga, assiste inerte aos efeitos da doutrinação partido-ideológica aos seus filhos por militantes de partidos travestidos de professores.
No Brasil, de 1962 a 1993 vigorou uma matéria na grade curricular do ensino básico chamada OSPB (Organização Social e Política do Brasil), que foi proposta pelo grande educador Anísio Teixeira. Com variações em seu nome, também era chamada de Educação Moral e Cívica e vislumbrava o ensino de valores sociais fundamentais ao convívio social.
Em meados da década de 90, já com a redemocratização da política brasileira, os educadores entenderam que tal matéria era apenas um modo de doutrinação dos estudantes em apoio a já extinta ditadura militar. Com isto, retiraram a matéria da grade curricular do ensino fundamental e médio, trazendo para o seu lugar as matérias de filosofia e sociologia, estudadas de formas isoladas. O problema é que os docentes dessas matérias, em sua maioria, eram antagônicos ao regime militar e ao livre mercado, sendo, por consequência, fiéis defensores e militantes dos movimentos sociais e das ideologias de esquerda. Em outras palavras, trocaram o ensino de uma matéria que supostamente doutrinava os alunos em apoio ao regime militar por outras que doutrinam os alunos em defesa dos partidos de ideologia social-comunista.
Como resultado disto, universidades com bandeiras e cartazes de movimentos sociais e partidos políticos, professores que pregam livremente a doutrina de esquerda em sala de aula e alunos que recebem suas notas baseadas no grau de apoio que manifestam às ideologias pregadas por seus professores.
Nada disto é ensinar política. Política não tem nada a ver com ensinar doutrinas ideológicas. Ensinar política é ensinar os valores constitucionais democráticos a cidadãos em formação. É ensinar a estrutura Federativa, como funciona o voto, como é garantida a separação entre os poderes, como cada ente federativo se encaixa na estrutura nacional. Isto é ensinar política. O problema é que estas coisas não são convenientes ensinar. Não é conveniente despertar no aluno a famigerada “consciência política”. O que é conveniente aos nossos governantes, independente da ideologia, é que nossos jovens sejam capazes de repetir frases de efeito como “impeachment já”, “Fora, Querida”, “Não Vai ter Golpe”, “Fora, Cunha” e etc. Nosso ensino de política não está criando homens e mulheres com poder de questionamento e discernimento, aptos a interpretar o contexto social e político da nação. Está criando papagaios com repertório ínfimo de frases esdrúxulas enrolados em bandeiras de cores vivas e símbolos no peito.

Infelizmente, as últimas vezes em que a doutrinação afetou as salas de aulas, a humanidade observou homens com suásticas ou foices com martelos nos braços decidindo quem vivia e quem morria baseado em qual ideologia acreditavam. 

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