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Infeliz Experiência com Barzinho

(fmanha.com.br)

Aqui no blog temos um compromisso de credibilidade com o nosso leitor, mas, infelizmente, questões jurídicas me impossibilitam de postar críticas negativas a estabelecimentos que não sabem tratar bem seus clientes. Isto porque podem interpretar a crítica como algo difamatório e não temos esta intenção aqui. Por isto que reservo as citações nominais somente aos estabelecimentos com críticas positivas.
Mas gostaria de deixar uma experiência muito negativa pela qual passei com a minha família nesta última sexta-feira. Fomos a um barzinho tradicional de Indaiatuba (inclusive estando isto em seu slogan). Chegamos lá, um ambiente super aconchegante, mesinhas bem dispostas, cerveja gelada, pratos bem elaborados e atendimento razoável. Estávamos realmente encantados e satisfeitos pela propaganda positiva que tínhamos ouvido até então. Porém, em um dado momento, iniciou a música ao vivo. Semelhante ao que já havia ocorrido em outros bares da mesma cidade, a música estava num volume desnecessariamente alto, impedindo até mesmo a conversa na mesa.
Claro que o ritmo era sertanejo. Nunca vi um barzinho com música ao vivo (barzinho, não falo de balada) com um ritmo mais elaborado como MPB, pop, rock, com música alta demais. A criança que estava na mesa começou a se irritar com o som alto, vi uma família que estava com uma criança de colo que havia acabado de chegar indo embora por causa da música, não conseguíamos nem conversar. Foi nessa hora que chamei a atendente e fiz a solicitação de que abaixasse um pouco o volume. Nada demais, só o suficiente para que pudéssemos conversar.
A atendente, então, olhando com certo desdém quase dizendo “os incomodados que se mudem”, disse que seria difícil abaixar o som e que esta era uma crítica comum de diversos clientes. Ela disse que dificilmente abaixariam a música. Eu falei enfaticamente que se não abaixasse, sairia com minha família e cancelaria todos os pedidos. Ela mudou sua feição e disse que conversaria com o pessoal da banda (dois camaradas, um tocando um violão e outro um “cajon”).
Passados alguns minutos, obviamente que a música não abaixou. Fui então ao gerente e fiz a mesma solicitação. Este, com a mesma cara de desdém, informou-me que a música estava em seu volume “costumeiro” e que dificilmente abaixariam. Então eu perguntei para ele se aquele era um barzinho “família”, ou se a proposta do barzinho era justamente manter a música alta de forma a atrair jovens para “pegação”. Que caso a última hipótese fosse a verdadeira, que me informasse para que eu fosse embora com minha família. Nesta hora ele mudou a feição e disse que também conversaria com o pessoal da banda.
Resultado, quase que imperceptivelmente, eles enfim abaixaram o som. E o nosso pedido, de forma incomum, chegou muito antes do tempo previsto. Acho que para que justamente não cancelássemos e fossemos embora.
A verdade é que nunca mais retornarei aquele bar. Eu acredito que os donos de estabelecimentos tem que definir qual a sua proposta de empreendimento. Se desejam um barzinho “família”, devem manter uma música em nível ambiente, que permitam todos curtirem sem impedir o bate-papo nas mesas, independente do gênero musical. Ou se querem um barzinho “pegação”, com um público genericamente formado por jovens solteirões, que informem isto em seus slogans ou qualquer outro meio, para que as famílias que frequentam não sejam expostas a tal situação vexatória.

O ensinamento que vejo de tudo isto é que temos de aprender é que é o nosso dinheiro que sustenta estes estabelecimentos. Não temos que ter medo de levar nosso dinheiro para ser gasto em outro lugar que respeite nossos gostos e nossas famílias. E não temos que frequentar lugares somente por uma pseudo fama positiva. Nós como clientes devemos sim exigir atendimento de qualidade e um tratamento a nossa altura. Somos pais e mães de família trabalhadores que merecem ser bem tratados nos nossos momentos de lazer. A vontade de citar o nome do estabelecimento é imensa, mas prefiro deixar apenas a experiência aqui. Espero que vocês jamais sejam submetidos a tal situação e que sempre encontrem lugares que respeitem suas famílias. 

Comentários

  1. Quando os clientes perceberem que eles podem exigir o que o estabelecimento prega aí quem sabe eles percebam qual publico querem.

    Belo post.

    jovensmaesblog.blogspot.com

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    Respostas
    1. Exatamente, Bruna. O cliente nem sempre tem razão, mas ele é quem sustenta o estabelecimento. E se ele não for bem tratado, levará seu dinheiro para consumir em outro lugar. Obrigado pela visita.

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