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REDUNDÂNCIA

Sei que parece melodrama,
Uma novela de Tv,
Um disco arranhado,
Um filme bem clichê.

Um jarro quebrado,
Um vidro fumê,
Um paletó desbotado,
Um discurso de michê.

A redundância, de fato,
Quem provoca é você
Quando sai do meu carro
Dizendo me querer.

Mas me deixa plantado,
Esperando por você,
Não atende o telefone,
Não sabe mais o que dizer.

Diz que estou errado,
Que eu quero lhe cercar.
Se tranca no seu quarto
Crendo eu exagerar.

Eu me sinto um culpado
E começo a prometer.
Enxergar o seu lado
Evitar lhe ofender.

Mas quando tudo está exato,
Sem queixas a fazer,
Você atende o telefone
Na hora do prazer.

Me olha já de lado
E começa a rabiscar,
Me informa o recado,
De novo vai zarpar.

Como um disco quebrado,
Um filme de Tv,
Um melodrama arranhado,
Uma novela de tão clichê.

Um vidro, de fato,
Um discurso fumê,
Um paletó recém comprado,
Um jarro de michê.

Eu fico estupefato,
Um homem demodê, 
Um poeta enganado,
Tentando escrever.

Você volta, como sempre,
Felicidade nos lábios,
Me olhando, novamente,
Me achando exagerado.

Como um vidro arranhado,
Um disco clichê,
Um paletó amassado,
Um filme de michê.

Um discurso quebrado,
Uma novela fumê,
Um guarda-roupa em trapos,
Um jarro na Tv.

Um homem, um trapo,
Uma mala, Para quê?
Um recado e um retrato,
Uma redundância de você.

Yuri Lucchesi

http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=87957

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